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Mundial de Futebol: origem, importância e o lugar de Portugal em 2026

  • Foto do escritor: Mánela Cinco das Três®
    Mánela Cinco das Três®
  • há 11 minutos
  • 3 min de leitura

A maior festa desportiva do planeta, a sua história e o motivo pelo qual todos os portugueses estarão a olhar na mesma direção nas próximas semanas.


No dia 11 de junho, começou a 23.ª edição do Campeonato do Mundo de Futebol, o Mundial 2026. Durante pouco mais de cinco semanas, até 19 de julho, milhares de milhões de pessoas em todo o mundo acompanharão dia após dia os jogos, os golos, as alegrias e os desgostos da maior celebração desportiva de sempre.


E, no meio de tudo isso, Portugal estará em campo.


Como surgiu o Mundial


A ideia de um campeonato de futebol verdadeiramente internacional nasceu nas primeiras décadas do século XX no seio da FIFA (Fédération Internationale de Football Association), que foi fundada em Paris em 1904. Durante quase duas décadas, o sonho foi discutido, adiado e amadurecido até finalmente adquirir força política e logística para se concretizar.


O grande impulsionador desta ideia foi o francês Jules Rimet, que presidiu à FIFA entre 1921 e 1954 e é considerado o verdadeiro "pai" da competição. Foi sob a sua liderança que se realizou a primeira edição.


A primeira edição: Uruguai, 1930


O primeiro Campeonato Mundial de Futebol teve lugar no Uruguai, em 1930. A escolha deste país não foi casual, visto que, na altura, o Uruguai era a maior potência futebolística mundial, tendo conquistado a medalha de ouro olímpica em 1924 e 1928. Além disso, era o ano do centenário da independência do Uruguai, o que conferiu à competição um simbolismo adicional.


Apenas treze seleções participaram nesta primeira edição. O Uruguai sagrou-se campeão ao derrotar a Argentina por 4-2 na final, que teve lugar em Montevidéu e contou com a presença de mais de 90 mil espetadores.


Uma tradição com pausa e crescimento


Desde 1930, o Campeonato do Mundo de Futebol passou a ser disputado de quatro em quatro anos, com uma única exceção: as edições de 1942 e 1946 foram canceladas devido à Segunda Guerra Mundial.


A partir da década de 1950, a competição cresceu em dimensão, qualidade técnica e cobertura mediática. Países como o Brasil, recordista absoluto com cinco títulos, a Alemanha, a Itália, a Argentina e a França, tornaram-se referências históricas. O troféu original, batizado em homenagem ao seu fundador como Taça Jules Rimet, foi substituído em 1974 pela atual Taça do Mundo da FIFA.


A edição de 2026: um marco histórico


A edição de 2026 será histórica por vários motivos.


Pela primeira vez, o Mundial será organizado por três países em simultâneo os Estados Unidos, o Canadá e o México e contará com 48 seleções participantes, em vez das habituais 32. Esta expansão aumenta substancialmente o número de jogos, prolonga a competição e proporciona a equipas de continentes habitualmente menos representados a oportunidade de participar.


O torneio decorrerá entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, com a final agendada para o MetLife Stadium, em Nova Jérsia, nos Estados Unidos da América.


E Portugal?


Portugal estará, mais uma vez, em campo. A nossa seleção tem um histórico de participações regulares no Campeonato do Mundo, com momentos memoráveis, como o 3.º lugar conquistado em 1966, na Inglaterra, com Eusébio no seu melhor, e o 4.º lugar em 2006, na Alemanha. A estes feitos, acresce a vitória no Campeonato Europeu de 2016, em França, bem como os títulos da Liga das Nações em 2019 e 2025, que confirmam Portugal como uma das seleções mais competitivas das duas últimas décadas.


Em 2026, o sonho continua. Com uma geração equilibrada, que conjuga veteranos com vasta experiência internacional e jovens talentos em afirmação, Portugal apresenta-se ao Mundial com argumentos sólidos. Os adeptos sabem disso e, como sempre, estarão todos unidos.



O Mundial é, acima de tudo, uma festa coletiva. Reúne famílias em torno da televisão, enche praças, reúne amigos em jantares improvisados e faz com que pessoas que não têm nada em comum durante o ano se cumprimentem na rua por terem visto o mesmo jogo na noite anterior. Talvez seja o último grande momento em que o mundo inteiro olha mais ou menos na mesma direção.


Nas próximas semanas, vamos viver tudo isto. Vamos vibrar com cada jogo. Vamos sofrer com cada penálti. Celebraremos cada golo como se o tivéssemos marcado nós.

E, sobretudo, vamos apoiar o nosso Portugal com todas as nossas forças.


Força, Portugal, estamos contigo!

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