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Dia da Criança: para que nenhum recreio fique por acabar

  • Foto do escritor: Mánela Cinco das Três®
    Mánela Cinco das Três®
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

O que esta data nos lembra e o que pedimos a quem ainda é e a quem já foi criança.



Na próxima segunda-feira, dia 1 de junho, celebra-se em Portugal o Dia Mundial da Criança. À primeira vista, parece tratar-se de uma data dirigida apenas aos mais novos, mas, se olharmos com atenção, veremos que também fala aos adultos. Talvez sobretudo a estes.


A origem da data


A celebração do Dia Mundial da Criança teve origem na Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança, que decorreu em Genebra, em 1925, no âmbito dos esforços internacionais de proteção da infância após a Primeira Guerra Mundial.


A data de 1 de junho foi-se consolidando ao longo do século XX em diversos países, incluindo Portugal, como um dia dedicado à infância, à proteção dos seus direitos e à celebração da sua contribuição para a vida adulta.


Mais tarde, em 1959, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Declaração dos Direitos da Criança e, em 1989, a Convenção sobre os Direitos da Criança, tornando universal o que, em junho de 1925, era apenas uma intuição: a infância merece proteção, cuidado e dignidade em todos os países e em todas as circunstâncias.


Lembras-te?


Lembras-te dos tempos em que o maior problema do dia era decidir com que brinquedo brincar? De chegares a casa com os joelhos ralados, a roupa suja e um sorriso enorme? De adormeceres no sofá e acordares na cama sem te lembrares de como lá foste parar?


São esses pequenos detalhes que fazem da infância uma fase da vida em que tudo era, simplesmente, mais leve. O tempo não tinha pressa. As tardes prolongavam-se sem hora marcada. As gargalhadas surgiam sem motivo. Os sonhos não conheciam limites.


E é precisamente esta herança que importa proteger, tanto nas crianças de hoje como na memória de quem já foi criança.


Um pedido às crianças de hoje


Deixamos um pedido simples às crianças de hoje: não cresçam tão depressa. Aproveitem cada recreio, cada gelado que se derreta, cada tarde sem hora marcada, cada gargalhada sem motivo e cada sonho sem limites.


Haverá tempo de sobra para as outras coisas: as obrigações, as responsabilidades, os horários e os ecrãs. Porém, a infância tem um prazo. E é precisamente por isso que deve ser vivida sem restrições, enquanto dura.


Um pedido aos adultos que já foram crianças


Aos adultos que já foram crianças deixamos outro pedido: não se esqueçam de parar.


Porque, por vezes, o maior luxo da vida adulta é sentir novamente sem pressa, descansar sem culpa, respirar fundo e cuidar de vocês mesmos com o mesmo carinho com que um dia foram cuidados. É deixar-se distrair pelo vento no rosto, pelo som da chuva na janela, pelo cheiro do café quente. É ouvir uma música até ao fim. É olhar para o céu sem motivo nenhum.


Há uma criança dentro de cada adulto que ainda tem um recreio por terminar. E há momentos em que ela apenas pede, de forma discreta, paciente e persistente, que lhe seja devolvido algum tempo.



Feliz Dia da Criança dedicado a todas as crianças de hoje e a todos aqueles que ainda têm um recreio por acabar dentro de si.


Mánela Cinco das Três®. O teu lugar para parar o tempo.


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