top of page

Santos Populares: celebrar a chegada do verão sem esquecer o corpo que a vive

  • Foto do escritor: Mánela Cinco das Três®
    Mánela Cinco das Três®
  • há 5 dias
  • 3 min de leitura

Sobre a estação que regressa, as festas que a anunciam e a forma de a viver em pleno.


Há poucos momentos no calendário português tão carregados de alegria coletiva como o mês de junho. As ruas enchem-se do cheiro da sardinha assada, aparecem manjericos nas janelas com quadras espetadas em papel, desfilam as marchas, acendem-se as fogueiras e, durante algumas semanas, parece que o país inteiro concorda que vale a pena sair à rua e celebrar.


São os Santos Populares. São também o anúncio mais inequívoco de que o verão chegou.


Uma tradição antiga, um país inteiro a celebrar


Esta festividade celebra três santos: Santo António, a 13 de junho, padroeiro de Lisboa e conhecido como o "santo casamenteiro"; São João, a 24 de junho, particularmente festejado no Porto e em Braga; e São Pedro, a 29 de junho, celebrado em várias localidades do país.


Embora atualmente as vivamos como festas religiosas e populares, as suas raízes são bem mais antigas. As celebrações de junho coincidem com o solstício de verão, o dia mais longo do ano, e mantêm vivas tradições ancestrais ligadas ao culto do sol, do fogo e da fertilidade da terra. As fogueiras de São João, os saltos por cima das chamas e os rituais com ervas aromáticas precedem o cristianismo e foram sendo integrados, ao longo dos séculos, na festa tal como hoje a conhecemos.


É, no fundo, a forma portuguesa de dar as boas-vindas à estação mais luminosa do ano.



O verão pede algo ao corpo


É aqui que vale a pena fazer uma pausa. Porque, com toda a sua alegria, o verão é também uma estação exigente para o corpo. As noites de festa prolongam-se, o sono encurta-se, o calor aumenta, a exposição solar intensifica-se e o ritmo social acelera. Tudo isto é maravilhoso, mas tem um custo se não houver cuidados.


A pele, a primeira a sentir


A pele é o órgão que mais diretamente reage à mudança de estação. Com o calor, produz mais sebo; com a exposição solar, sofre uma maior agressão oxidativa; com a transpiração, perde hidratação mais rapidamente.


No entanto, alguns cuidados simples fazem toda a diferença: proteção solar diária, sem exceções, mesmo nos dias de céu encoberto; hidratação reforçada, tanto interna (bebendo água, infusões e comendo fruta) como externa (com cremes mais leves, mas aplicados com regularidade); limpeza cuidada ao final do dia, para remover o protetor solar, a transpiração e a poluição acumulada; e, sempre que possível, um gesto semanal de revitalização, como aplicar uma máscara ou fazer uma esfoliação suave.


A pele no verão não precisa de mais produtos. Precisa dos produtos certos, aplicados com regularidade.


A energia e o descanso


Há ainda uma segunda frente, menos visível, mas igualmente importante: a energia. As festas de junho, os jantares ao ar livre, as noites longas... Tudo isto faz parte do prazer do verão e seria absurdo renunciar a ele. No entanto, convém compensar.


Dormir o máximo possível, mesmo que em horários irregulares. Hidratar-se bem. Nos dias seguintes às festas, deve comer-se com alguma leveza. E, sobretudo, é necessário permitir-se momentos de pausa reais, pois um verão bem vivido não é um verão sem descanso, mas sim um verão com equilíbrio entre a celebração e o repouso.


Chegar à festa em forma


Muitas pessoas aproveitam precisamente esta altura do ano para fazer o que têm adiado há meses: um tratamento facial antes de uma ocasião especial, uma massagem que alivie a tensão acumulada ou um ritual corporal que prepare a pele para os dias de praia. Não para "ficar bonito para a foto" embora isso também conte, mas para se sentir bem no seu próprio corpo numa estação em que este está mais presente do que nunca.



Em suma


Os Santos Populares são, no melhor sentido da palavra, uma festa do corpo e da comunidade: dos cheiros, dos sabores, da música, do calor humano. Celebrá-los é também celebrar o regresso da luz e da vida ao ritmo do país.


Que este verão seja vivido em pleno: com sardinhas, manjericos, fogueiras e dança.

Mas também com o cuidado sereno de quem sabe que, para aproveitar bem a estação, é necessário cuidar do corpo que a atravessa.


Bons Santos Populares e bom verão!

bottom of page